A doença de Alzheimer é o tipo mais frequente de Demência. É a principal causa de declínio cognitivo em adultos, sobretudo em idosos. De início insidioso, com comprometimento cognitivo leve no começo, a doença tem progressão lenta e duração variável entre 2 e 18 anos.
O diagnóstico é eminentemente clinico.
Critérios para diagnóstico:
– O mini exame do estado mental e confirmado por avaliação neuropsicológica;
– Déficit em duas ou mais áreas cognitivas;
– Piora progressiva da memória e de outras funções cognitivas;
– Sem distúrbio da consciência;
– Início entre 40 90 anos;
– Sintomas associados, como distúrbio de comportamento, alterações do sono e perda de peso;
– Outras anormalidades neurológicas e/ou sinais motores, como hipertonia, mioclonia, alterações da marcha nas fases avançadas da doença;
– Crises convulsivas nas fases avançadas da doença;
– TC de crânio normal para a idade
– Ausência de doença sistêmica ou cerebrais capazes de provocar déficit de memória e cognição
Condições que dão suporte ao diagnóstico:
– Deterioração progressiva de funções especificas como linguagem, habilidades motoras e perceptuais;
– Atividades da vida diária comprometidas;
– História familiar de desordem semelhante;
– Analise do LCR normal, alterações inespecíficas ao EEG e evidência de atrofia cerebral na tomografia computadorizada
Características clinicas
Distúrbio progressivo da memória, de início para memória recente e de outras funções cognitivas afetando o funcionamento ocupacional e social. O comprometimento da memória verbal e das funções executivas (planejamento, controle mental, solução de problemas, raciocínio, julgamento e abstração) ocorre logo no início da doença; a desorientação temporal e espacial também é frequente.
O transtorno da memória afeta os processos de aprendizado com diminuição da aquisição de novas informações e evolui até que não haja mais nenhum aprendizado novo. Embora haja preservação da memória retrógrada em estágio inicial, a perda de memória torna-se global na evolução da doença. Também ocorre comprometimento da linguagem e da função visual e espacial durante a evolução da doença.
O paciente torna-se progressivamente incapaz de desempenhar atividades da vida diária e de cuidar de si mesmo, passando a depender de um cuidador. Na doença avançada observa-se afasia, apraxia e agnosia. O paciente apresenta alterações motoras limitantes e graves, rebaixamento do nível de consciência e convulsões ao longo da doença. Alterações psíquicas e comportamentais como apatia, depressão, ansiedade, psicose, alterações do sono, agitação psicomotora e agressividade.
Tratamento
O tratamento farmacológico da Doença de Alzheimer pode ser definido desde a terapêutica específica, que tem como objetivo reverter o processo fisiopatológico que conduzem à morte neuronal; e a terapêutica sintomática, que visa a restaurar parcial ou provisoriamente as capacidades cognitivas e comportamentais, assim como habilidades funcionais dos pacientes; e a terapêutica complementar que busca tratar as manifestações psicológicas e comportamentais, como as alterações do humor e distúrbios do sono.
Inibidores da colinesterase: Rivastigmina, Donepezila e Galantamina
Antagonista dos receptores do aspartato: Memantina
BIBLIOGRAFIA
COMPENDIO DE CLÍNITRICA – MEDICINA USP – HC FMUSP – Ipq SP
Orestes V Forlenza – Euripides Constantino Miguel – Cassio M C Bottino – Helio Elkis – Renério Fraguás Jr – Sandra Scivoletto – Táki A Cordás
ED MANOLE

